Histórias Inspiradas no filme Meu Primeiro Amor

By agosto 30, 2019Mais Histórias

Referente ao episódio: MEU PRIMEIRO AMOR 2019 – S04E34

Te vejo amanhã

Foi uma pena muito grande essa história não entrar no programa, porque ela é muito bonita.
Olá, Rafael, Guga e Caio
Meu nome é “Caio, blipa o nome do nosso amigo, por favor” e vos escrevo esse email para contar a história do meu primeiro amor.
O ano era 2003. O cenário era um show do Pato Fu.
Eu gosto dos nossos ouvintes.
Em dado momento do show, fui comprar uma cerveja (bons tempos em que não tinha frescura e bebia qualquer mijoca que custasse até 3 reais). Ao entrar na fila para comprar a bebida, reconheço um rosto familiar, em meio àquele emaranhado de gente. Era “barulhinhos esquisitos para esconder o nome do personagem”, uma grande amiga de uma colega minha de escola. Já havíamos nos falado brevemente em outras oportunidades. Mas nada que ultrapassasse o trivial bom dia/boa tarde/boa noite.
Talvez pela situação de total desconforto dos dois, momentaneamente engolidos por braços esvoaçantes ávidos por cerveja, e encoxadas de jovens zumbis desesperados por uma brecha mais perto do bar, decidimos sair dali e procurar outro lugar para bebermos.Conversa vai, conversa vem, cerveja vai, vodka vem, senti que um certo clima estava surgindo entre nós.
– Será que tô imaginando coisas? Será que vale tentar um approach? Imediatamente, escuto uma voz ao longe sussurrando “Vai, vai, Vai” . Tomei aquilo como um sinal e beijei-a.
Aê!
Passado o primeiro beijo, percebi que a dita voz ao longe era apenas a Fernanda Takai cantando o refrão de “Sobre o Tempo”. Mas quem sou eu pra duvidar dos sinais que o Universo envia, né?
Muito bonito. Mas é um vacilo enorme ir comprar cerveja durante Sobre o Tempo.
Depois de algumas semanas, estávamos namorando. Era meu primeiro namoro. O dela também, vale dizer.
Aprendemos juntos muitas coisas da vida. Enfrentamos aqueles gigantescos problemas de adolescente que, normalmente, passam depois de dormir 8 horas, mas a imaturidade não nos deixa perceber.
Viagens? Essas foram inúmeras. Juntávamos o dinheiro que conseguíamos para viajarmos. Dinheiro e bens vêm e vão, mas as experiências adquiridas em cada uma de nossas viagens ficam para sempre.
Alguns anos depois, quando estávamos noivos, uma notícia estremeceu a nossa realidade. Descobrimos que ela estava com uma doença raríssima, fatal e incurável (pelo menos até aquele momento). Por óbvio, aquilo trouxe um momento de sofrimento e angústia. Mas a força e a crença emanava tão fortemente nela que ninguém conseguia pensar no pior acontecendo.
“- Não tem histórico de curados? Serei a primeira então. Bom que meu nome ficará marcado na medicina e nem vou cobrar por isso”. E assim foi seguindo a nossa história. O que possivelmente teria fim trágico em 3 meses, já durava anos. E a vida seguia sem grandes restrições. Seguíamos juntos, nos apoiando e na confiança do melhor. De que importa se inúmeros fins de semana passávamos no hospital e não em cinemas, shows e etc? O importante era a luta e o amor ali latente.Em um dado fim de semana, mais uma vez tivemos que ir ao hospital para tratar de um problema desencadeado pela doença. Fiz minha mala de acompanhante e a dela e fomos. No dia seguinte à internação, ela acordou, olhou pra mim e falou:
– Meu amor, vai ficar tudo bem. Eu tô bem. Vá pra casa, por favor. Descanse, vá cuidar dos problemas que precisam ser resolvidos. É melhor. Não se preocupe, comigo. Eu ficarei bem.
Mesmo não concordando com a ideia, topei. Não queria discordar dela naquele momento. E assim, fui para casa. Deitei e repousei. Algumas horas depois, eu acordo com o telefone. Era do hospital. Nem precisei atender. Apenas fui ao local já sabendo o que aconteceu. As últimas palavras dela foram uma despedida. Ela não estava se referindo à internação do hospital. Era mais do que isso. Ali, naquele momento, ela estava preocupada comigo e como eu iria ficar sem ela.
Ah, caraca! Que triste! E que despedida bonita.
Anos depois disso tudo, ainda recebo mensagens de pessoas surpresas ou admiradas com o fato de dois jovens conseguirem se manter unidos mesmo em  uma situação assim? Confesso que me surpreendo mais com essa incredulidade das pessoas do que com o ocorrido. Talvez por isso quis mandar essa mensagem.
Mando palavras de força para todos que passam por situações em que um amor passa por problemas sérios de saúde. Tenha esperança, sempre. Se o amor existe, você não vai querer sair de perto da pessoa amada, mesmo na dificuldade.
Sejamos mais leves, que os problemas da vida se tornarão menos pesados. Grande beijos e abraços a todos do cast e a todos os ouvintes
Sinto muito pelo ocorrido, cara. Fiquei feliz com a mensagem final. Essa história é trágica como a do filme, mas foi felizmente mais duradoura.

Saved!

Esta história tem a inocência do filme original. O título não tem nada a ver, mas achei bom disseminar um pouco mais a filmografia deste grande ator.
Olá Gustavo, Rafael, Caio e convidado, minha história começa assim.Era uma tarde quente de fevereiro do ano de 2009,
Também em fevereiro de 2009, o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Publico Municipal de Mococa realizou a Assembléia Geral da Categoria dos Servidores Municipais ativos, inativos e pensionistas, para apreciação da Proposta da Data Base de 2009. Eles ficaram chateados com a proposta da Prefeitura porque ela misturou jornada de trabalho com data base. Voltemos para a tarde quente do nosso ouvinte:
o sol aquecia minha tez enquanto estava na janela do escritório, que dava para o parquinho do prédio, conversando com os garotos e ela, Rafaela. Enquanto eu desfrutava da minha pouca idade, 13 anos, ela já tinha a experiência de uma mulher adulta, a serenidade de uma moça independente e a beleza incontestável de uma deusa. A disparidade de idade mental – ela tinha 14 anos,
Hahahahaha
equivalente a um rapaz de 18 – fazia minha bochechas corarem enquanto minha mente e olhos só conseguiam focar nela, enquanto conversávamos despreocupadamente naquele playground. Rafaela era minha vizinha de porta, e a disposição do prédio permitia que quando lavava louça na minha cozinha, era possível vê-la fazendo o mesmo na cozinha dela, e por isso já a fitava fazia meses, sem que ninguém soubesse, afinal a probabilidade de conquistar aquele coração era ínfima.
Nunca a casa ficou com a louça tão em ordem quanto nesses dias.
Porém, naquela tarde, talvez por culpa do excesso de testosterona no sangue, um disparo de confiança me fez realizar o impensável. Enquanto eles se preparavam para adentrar em suas residências, disse a ela que queria uma despedida diferente, diferente de como ela se despedia dos outros. Queria dar um beijo naquela linda boca.
Foi bom. Rapaz corajoso.
No segundo seguinte à minha fala pensei “o que foi que eu fiz? qualquer chance de conquistá-la foi por água abaixo” mas para minha surpresa sua resposta foi, “Desce aqui então”. Explosão, foi essa a sensação na minha cabeça. Meu mundo se tornara ela e aquele momento. Nada mais importava. Desci o pequeno lance de escada como se o prédio estivesse desabando, e no parquinho, em frente à aquela linda garota, pude sentir sua respiração enquanto meus lábios encostavam no dela e, ué, cade os lábios? Um selinho, rápido e despreocupado, aconteceu e já acabara. Fitei em seus olhos e vi ali, como se escrito em um letreiro neon de cinema, “é só isso que vou dar, mas quero que peça mais”. O olhar dela transbordava uma malícia, um desafio. Disse a ela que ela não havia entendido, que queria outro tipo de beijo, um beijo de verdade. Ela então me olhou, e seus olhos confirmaram aquilo que eu pensava. O castanho de seus olhos agora demonstravam surpresa, talvez pela minha excessiva confiança, mas também mostrava que ela estava ali, tanto quanto eu, querendo o mesmo que eu. Dessa vez, fomos até a escada no prédio e nos sentamos, e então, juntamente com o alinhamento dos astros, nosso beijo aconteceu.
AÊÊÊÊÊÊÊ! Coloca palmas, Caio!
As explosões que foram subitamente interrompidas no beijo anterior voltaram mais fortes, mais concentradas e muito mais coloridas. Era o melhor beijo que já havia dado e recebido, e enquanto o ato acontecia, só pensava que gostaria de passar o restante dos meus dias em contato com aqueles lindo lábios, doces e despreocupados, da mulher mais linda que meus olhos já tiveram o prazer de desfrutar.Um salto no tempo, de 2009 até hoje, dia que escrevo essa humilde cartinha. Há dez anos que beijei Rafaela pela primeira vez, e há dez anos que me lembro desse beijo com carinho, aquecendo meu coração quando recordo desse momento de felicidade e despreocupação. Hoje, dez anos depois desse fatídico dia, fazem dois anos que Rafaela e eu nos mudamos da casa de nossos pais, para começarmos uma vida juntos. Nunca a pedi em namoro, e temos a data de nosso primeiro beijo como data de namoro, e no nosso aniversário de 10 anos, no dia 19 de fevereiro de 2019, a pedi em casamento, e em seu olhar, ainda via os mesmos traços de malícia, desafio, mas vejo algo hoje que não percebi na época, amor. Amo Rafaela desde do dia em que a beijei pela primeira vez, e a cada dia que passa meu amor por ela cresce.
Bonito demais!
Sei que não foi a melhor história que já leram aqui, mas para mim essa sempre será a mais bela história de amor.
Mas a história foi excelente. Uma lavada de louça inocente se transformou em casamento!
Obrigado.

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