Histórias de Dia dos Namorados

Um Segredo Entre Nós

Essa história é muito boa porque ela tem um trecho específico que parece que aconteceu um apocalipse zumbi ou uma viagem no tempo.
Oi pessoal do GugaCast!
Gostaria que vocês trocassem o os nomes por um único motivo: meu namorado é fã de vocês e vai ser ótimo quando ele ouvir a história que vou contar e se der conta de que estou falando dele.
Parte 1: web namoro.
Nos conhecemos no twitter, ele é do Rio de Janeiro e eu de Curitiba. Na época em que se passa essa história namorávamos há três ou quatro meses e tentávamos nos ver todo o mês para conseguir fazer o relacionamento dar certo.
Era junho de 2017 e a terceira vez que o Etelvino, meu namorado, vinha para Curitiba. Primeiro dia dos namorados juntos mas também a melhor época do ano: como fãs de comida, amamos festas juninas.
Gostaria de lembrar que, como adultos, qualquer um pode comer o que quiser em qualquer parte do ano. Eu mesmo como paçoca todo dia, não espero julho chegar. Quem quiser cozinhar um milho, vende na feira também. Compra e cozinha, fica ótimo.
Parte 2: planejamento da festa.
Na época eu era do Centro Acadêmico da faculdade e como eu sabia que estava sendo planejada uma festa junina para a mesma época fiz de tudo para conseguir marcar a festa no feriado que a passagem dele estava comprada para que assim pudéssemos ter um rolê maneiro. E consegui. O Etelvino ficou empolgadissimo para a festa porque teria muita comida e bebida e era a nossa primeira festa junina como casal.
Eu nunca gostei muito de beber, por isso a única festa da faculdade que eu tinha participado antes dessa foi uma em que ficamos até tarde jogando uno e conversa fora ou em alguma que eu teria que ajudar como integrante do CA. Mas dessa vez seria diferente porque pela primeira vez levaria um namoradinho e teria companhia. Mas como disse, como eu era do Centro Acadêmico e ainda teria que ajudar vendendo comidas e bebidas.
Parte 3: rolê jovem.
A festa foi no dia que ele chegou. Começou no horário marcado, às 18h mas já tinha horário para acabar, às 22h, porque era dentro do prédio da universidade. A festa estava muito boa, tinha muita gente, duas bandas tocando em lugares diferentes, uma galera conversando e se divertindo. Eu fiquei mais ou menos até 20h ajudando com as vendas e muito preocupada por não estar dando atenção para o Etelvino, por isso resolvi dar uma “escapada”. E foi aí que começou o problema.
Eu e minhas duas amigas, Edmárcia e Adroalda, também integrantes do CA éramos quem colocava ordem nas coisas já que tínhamos aquele temperamento de mãe. Mas eu não avisei pra elas que daria uma saidinha para dar uns beijos atrás do prédio, afinal seriam apenas dez minutinhos.
Fomos para lá escondidos e sem celular, demos os amassos que estavam acumulados do último mês longe e por fim sentamos no chão pra dar aquela descansada. Não tinha ninguém lá, apenas um casal passou uns minutos antes mas logo foi embora. De lá não dava para ouvir muita coisa da festa e era muito escuro. Eu falei que era melhor eu voltar para ajudar porque minhas amigas deveriam estar precisando.
Parte final: nosso crime é amar demais.
E eis que quando voltamos: A FESTA TINHA SUMIDO. As bandas tinham ido embora, todas as pessoas que estavam bebendo e vendendo comida tinham vazado e minhas amigas também. Eu e Etelvino não entendemos NADA. Quanto tempo havíamos ficado fora?
Possíveis explicações: 1) apocalipse zumbi 2) passagem por portal no espaço-tempo 3) pegadinha coletiva 4) realmente a festa acabou em dez minutos porque todos consideraram que podiam comer paçoca e milho cozido em casa.
Encontramos uma galera varrendo o chão na sala do CA e perguntamos que horas era e onde estava todo mundo. E ele respondeu “ué, vocês não ficaram sabendo?”, nisso já estávamos rindo de desespero, “um menino bêbado estava andando de bicicleta, caiu e abriu a cabeça, o segurança da faculdade viu e chamou a polícia, a gente tirou todo mundo daqui em cinco minutos”. A gente não sabia se ria ou chorava de nervoso. Eu só pensava que minhas amigas iam ficar muito putas comigo porque no maior B.O. da nossa gestão do CA eu deixei elas sozinhas pra beijar na boca. Olhei no celular e havia dezenas de chamadas perdidas.
Como assim “abriu a cabeça”? Me incomoda um pouco a naturalidade de falar “caiu e abriu a cabeça”. Mas enfim, ninguém é cuidadoso com as palavras num apocalipse zumbi.
Por fim, a polícia nem apareceu, minhas amigas falaram que me ligaram desesperadas para saber onde eu estava, elas tiraram todo mundo da festa com medo que desse problema já que uma delas era a presidente do CA, e foram para um bar ali próximo. A gente não comeu comida de festa junina coisa nenhuma e a única coisa que tivemos certeza foi que se os policiais nos achassem nos agarrando atrás do prédio íamos responder “nosso único crime é amar demais”.
Hahahahahaha. A frase foi muito bem empregada.
Epílogo
– NINGUÉM VIU o cara que abriu a cabeça. Aparentemente foi apenas um boato ou algo assim que fez com que a festa acabasse em cinco minutos.
– Eu e o Etelvino estamos juntos há mais de dois anos e tudo está a mil maravilhas. Durante 2018 ele veio morar em Curitiba e esse ano estou me organizando para ir para o Rio.
É isso galera, espero que gostem da história, vocês são ótimos.

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No Gugacast contamos histórias épicas da vida das pessoas. O programa é apresentado por Guga Mafra, com seu irmão, Rafael Mafra, e o editor e produtor do programa Caio Corraini.

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