Histórias de Dia dos Namorados

Um Segredo Entre Nós

Essa história é muito boa porque ela tem um trecho específico que parece que aconteceu um apocalipse zumbi ou uma viagem no tempo.
Oi pessoal do GugaCast!
Gostaria que vocês trocassem o os nomes por um único motivo: meu namorado é fã de vocês e vai ser ótimo quando ele ouvir a história que vou contar e se der conta de que estou falando dele.
Parte 1: web namoro.
Nos conhecemos no twitter, ele é do Rio de Janeiro e eu de Curitiba. Na época em que se passa essa história namorávamos há três ou quatro meses e tentávamos nos ver todo o mês para conseguir fazer o relacionamento dar certo.
Era junho de 2017 e a terceira vez que o Etelvino, meu namorado, vinha para Curitiba. Primeiro dia dos namorados juntos mas também a melhor época do ano: como fãs de comida, amamos festas juninas.
Gostaria de lembrar que, como adultos, qualquer um pode comer o que quiser em qualquer parte do ano. Eu mesmo como paçoca todo dia, não espero julho chegar. Quem quiser cozinhar um milho, vende na feira também. Compra e cozinha, fica ótimo.
Parte 2: planejamento da festa.
Na época eu era do Centro Acadêmico da faculdade e como eu sabia que estava sendo planejada uma festa junina para a mesma época fiz de tudo para conseguir marcar a festa no feriado que a passagem dele estava comprada para que assim pudéssemos ter um rolê maneiro. E consegui. O Etelvino ficou empolgadissimo para a festa porque teria muita comida e bebida e era a nossa primeira festa junina como casal.
Eu nunca gostei muito de beber, por isso a única festa da faculdade que eu tinha participado antes dessa foi uma em que ficamos até tarde jogando uno e conversa fora ou em alguma que eu teria que ajudar como integrante do CA. Mas dessa vez seria diferente porque pela primeira vez levaria um namoradinho e teria companhia. Mas como disse, como eu era do Centro Acadêmico e ainda teria que ajudar vendendo comidas e bebidas.
Parte 3: rolê jovem.
A festa foi no dia que ele chegou. Começou no horário marcado, às 18h mas já tinha horário para acabar, às 22h, porque era dentro do prédio da universidade. A festa estava muito boa, tinha muita gente, duas bandas tocando em lugares diferentes, uma galera conversando e se divertindo. Eu fiquei mais ou menos até 20h ajudando com as vendas e muito preocupada por não estar dando atenção para o Etelvino, por isso resolvi dar uma “escapada”. E foi aí que começou o problema.
Eu e minhas duas amigas, Edmárcia e Adroalda, também integrantes do CA éramos quem colocava ordem nas coisas já que tínhamos aquele temperamento de mãe. Mas eu não avisei pra elas que daria uma saidinha para dar uns beijos atrás do prédio, afinal seriam apenas dez minutinhos.
Fomos para lá escondidos e sem celular, demos os amassos que estavam acumulados do último mês longe e por fim sentamos no chão pra dar aquela descansada. Não tinha ninguém lá, apenas um casal passou uns minutos antes mas logo foi embora. De lá não dava para ouvir muita coisa da festa e era muito escuro. Eu falei que era melhor eu voltar para ajudar porque minhas amigas deveriam estar precisando.
Parte final: nosso crime é amar demais.
E eis que quando voltamos: A FESTA TINHA SUMIDO. As bandas tinham ido embora, todas as pessoas que estavam bebendo e vendendo comida tinham vazado e minhas amigas também. Eu e Etelvino não entendemos NADA. Quanto tempo havíamos ficado fora?
Possíveis explicações: 1) apocalipse zumbi 2) passagem por portal no espaço-tempo 3) pegadinha coletiva 4) realmente a festa acabou em dez minutos porque todos consideraram que podiam comer paçoca e milho cozido em casa.
Encontramos uma galera varrendo o chão na sala do CA e perguntamos que horas era e onde estava todo mundo. E ele respondeu “ué, vocês não ficaram sabendo?”, nisso já estávamos rindo de desespero, “um menino bêbado estava andando de bicicleta, caiu e abriu a cabeça, o segurança da faculdade viu e chamou a polícia, a gente tirou todo mundo daqui em cinco minutos”. A gente não sabia se ria ou chorava de nervoso. Eu só pensava que minhas amigas iam ficar muito putas comigo porque no maior B.O. da nossa gestão do CA eu deixei elas sozinhas pra beijar na boca. Olhei no celular e havia dezenas de chamadas perdidas.
Como assim “abriu a cabeça”? Me incomoda um pouco a naturalidade de falar “caiu e abriu a cabeça”. Mas enfim, ninguém é cuidadoso com as palavras num apocalipse zumbi.
Por fim, a polícia nem apareceu, minhas amigas falaram que me ligaram desesperadas para saber onde eu estava, elas tiraram todo mundo da festa com medo que desse problema já que uma delas era a presidente do CA, e foram para um bar ali próximo. A gente não comeu comida de festa junina coisa nenhuma e a única coisa que tivemos certeza foi que se os policiais nos achassem nos agarrando atrás do prédio íamos responder “nosso único crime é amar demais”.
Hahahahahaha. A frase foi muito bem empregada.
Epílogo
– NINGUÉM VIU o cara que abriu a cabeça. Aparentemente foi apenas um boato ou algo assim que fez com que a festa acabasse em cinco minutos.
– Eu e o Etelvino estamos juntos há mais de dois anos e tudo está a mil maravilhas. Durante 2018 ele veio morar em Curitiba e esse ano estou me organizando para ir para o Rio.
É isso galera, espero que gostem da história, vocês são ótimos.
 

Linha Mortal

Essa história é muito boa, ótimos detalhes
Olá, Guga, Rafael, Caio e possível convidado/a. Me chamo Hugh Grant, mas podem mudar o meu nome e o das pessoas envolvidas nessa história (Se quiserem uma sugestão, podem trocar os nomes masculinos por maridos da Gretchen e os femininos por esposas do Fábio Jr).
Eu não quis. Desculpe.
A história que vou contar tem seus alicerces construídos a partir de um folclore urbano: as eternas paixões em transportes públicos. Quem nunca teve um amor de metrô? Daqueles que, com uma simples troca de olhares já te fazer imaginar a linda história que vão construir juntos, digna dos roteiros de Hollywood: Chamando pra uma cerveja, apresentando para a família, comemorando aniversários de namoro, dividindo apartamento, adotando duas gatas, envelhecendo juntos e se tornando a versão idosa de Ryan Gosling em Diário de uma Paixão. Até que a pessoa desce no ponto seguinte e tudo simplesmente evapora como uma fantasia sem importância junto com o cheiro dos pratinhos de milho cozido que as pessoas insistem em comer dentro dos vagões.
Não comam milho nos vagões. O transporte público agradável também depende de você.
Essa história aconteceu no ano de 2011. Eu trabalhava com estagiário em uma agência de publicidade em São Paulo, morava em Santo André e estudava em São Bernardo do Campo. O que me fazia passar boa parte do meu tempo dentro de um ônibus, trem ou metrô. Tinha acabado de montar uma banda e estava ansioso para nosso primeiro show, que seria naquele final de semana. Salvei em meu celular as músicas que tocaríamos pra ouvir no caminho, assim já aproveitava esse tempo para treinar para o grande dia.Estava fazendo a transferência no Tamanduateí quando, de repente, tudo ficou em câmera lenta e pude ouvir Marvin Gaye cantando Sexual Healing na minha cabeça (mesmo essa não sendo uma das músicas da minha playlist pro show). Era uma garota linda atravessando a estação para pegar o trem para Santo André, o mesmo que o meu. Como um cervo ao avistar os faróis de uma caminhonete, fiquei imóvel e simplesmente assisti ela se encaminhando até a entrada do vagão ao lado do meu. Lamentei por ela não ter escolhido o mesmo que eu tinha escolhido. Tão perto e tão longe. Seria o momento ideal para a tão aguardada troca de olhares que geraria aquele breve romance de 5 minutos. Todo mundo ficaria feliz assim. O pacto estaria completo e minha alma estaria alimentada.Eu poderia mudar de vagão para garantir que estaria no mesmo espaço que ela? Poderia. Isso me tornaria a pessoa que o Proerd ensina as crianças a manterem distância? Provavelmente.Resolvi continuar onde eu estava. Sozinho entre dezenas de estranhos esperando apenas meu ponto chegar. Desço do trem e, para minha surpresa, lá está ela! Descendo no mesmo ponto que eu. Com seu andar leve, tranquilo e cheio de confiança. Nossos olhares se cruzaram e se conectaram por alguns segundos até que ela esboçou um sorriso charmoso em minha direção, virou de costas e foi embora. Foi aí que o Chuveiro Queimado, o Rouba Palheta, o Perna Dormente, o Esferográfica Seca, o Legenda Não Sincronizada resolveu me importunar com sua sedução. E tomado pelo impulso do Mochila de Criança, resolvi tomar uma iniciativa. Afinal, o não eu já tinha. Só me restava correr atrás da humilhação pública.Fui até ela e puxei assunto:– Oi, Tudo bem? Qual seu nome?– Oi. Me chamo Meg Ryan.– Prazer, Meg Ryan. Eu sou o Hugh Grant. Você quer tomar um café comigo aqui perto pra gente conversar um pouco?Era isso! Fiz o que tinha que fazer. Cobri a aposta do universo e joguei os dados pra testar minha sorte. Ela sorriu pra mim e me respondeu tranquilamente:-Ah…não.-Ahhh….ok.-É que já combinei da minha mãe me buscar aqui na estação e ela já está me esperando.-E no final de semana? Minha banda vai fazer um show. Se quiser ir está convidada. Deixo seu nome na lista.-Você tem banda? Legal. Pode ser.– Quer me passar seu celular para marcarmos certinho?– Melhor não… prefiro Facebook.E então me passou seu Facebook, sempre mantendo aquele sorriso agradável no rosto. Nos despedimos e cada um foi pra um lado. Minha adrenalina fazia minhas têmporas pulsarem. Meu rosto estava quente. Queria muito encontrar com ela no sábado. Mas já me sentia vitorioso pela simples iniciativa. Passei o horário e o local do show no Facebook e conversamos um pouco.Sábado. Eu tinha todos os motivos do mundo para estar nervoso. Chego na casa de shows e está cheia. Encontro com minha banda: Jennifer, Reinaldo, Rômullo e Katy. Cada um trouxe alguns amigos, menos o Rômullo que puxando assunto comigo diz:-Estava meio nervoso. Resolvi não chamar ninguém. Vai que o show acaba sendo uma bosta. Melhor passar essa vergonha só entre pessoas estranhas.AAHH PRONTO! Era o que faltava. O que eu menos precisava era imaginar o cenário da Meg Ryan me vendo como um membro da banda do Chaves. Tentei esquecer isso e esfriar a cabeça.Por incrível que pareça, foi um show muito legal. Tocamos bem, estávamos todos muito sincronizados e com uma energia ótima! Descemos do palco e pessoas vieram conversar com a gente pra saber mais da banda e marcar novos show. Foi demais! Tirando uma coisa: a Meg Ryan não apareceu.Preferi deixar pra lá e nem falei nada com ela no Facebook.Segunda. Estou voltando do trabalho, parado exatamente no mesmo lugar que sempre espero o trem em Tamanduateí. Distraído, acabo assustando com uma leve cutucada no ombro. Olho pra trás e vejo Meg Ryan. Nos cumprimentamos e então ela logo diz:-Desculpe não ter ido no seu show. Era aniversário da minha tia Sueli.
Todo mundo tem uma tia Sueli. Que é professora, tem cabelo cacheado que ela arruma num rabo de cavalo, já que é mais prático e, sendo professora, a Tia Sueli não tem tempo pra mais nada.
Aceito as desculpas e digo que não precisava se preocupar. Conversamos o caminho todo até Santo André e as coisas pareciam estar indo num ritmo bom. Nos encontramos mais algumas vezes pelo simples acaso dos trens de SP e cada vez a conversa parecia mais gostosa e próxima. Até que um dia na estação, meu trem chega, mas ela não está lá. Resolvo esperar um próximo para ter a chance de encontrar com a Meg Ryan. Era um estagiário sem muitas obrigações. Perder alguns minutos esperando outro trem não era algo que importasse muito. Não tanto quanto voltar conversando com a Meg Ryan. Resolvi que deveria tentar mais uma vez marcar algo, respeitando a Máxima dos 3 Convites, que é o número aceitável de vezes que alguém pode desmarcar encontros sem sugerir outra data. Considero uma boa regra para não fazer papel de trouxa nem de inconveniente.Cheguei em casa e mandei uma mensagem para Meg Ryan convidando para um bar. Foi então que li sua resposta:-Poxa, Hugh Grant. Melhor não. Gosto muito de conversar com você, mas comecei a sair com um cara e acho que a coisa está ficando séria.-Relaxa, Me – respondo desolado – mas é uma pena que não role.
Adaptar apelidos aos nomes que escolhemos é uma piada interna que temos. Sempre fica engraçado pra quem sabe o nome de verdade, o que não é o caso de quem está lendo essa história. Mas deixei assim mesmo, porque a melhor piada é aquela que eu acho engraçada.
Acabo deixando pra lá tocando minha vida. Preferi parar de puxar assunto com a Meg Ryan para não ficar alimentando nada que fosse só dar dor de cabeça. As conversas morreram e nossa relação ficou respirando por aparelhos alimentados por um like em um ou outro post.Isso até chegarmos em 2016, quando ressurgindo das cinzas, Meg Ryan resolve puxar assunto comigo no maior estilo “E aí, sumido” mandando um:-Nossa, como você ficou bem de barba.O problema é que na época eu estava namorando. O que me deixou puto pensando “Porra! Mas justo agora?” Ela me chama no chat e começamos a conversar sobre o rumo que cada um tomou desde nossos encontros em trens da CPTM. Então para finalizar a conversa ela diz:-Foi bom voltar a falar com você, Hugh Grant. Poderíamos continuar a conversa bebendo uma cerveja. O que acha?-Parece uma boa ideia- respondo- vou perguntar pra minha namorada pra ver quando ela está livre, beleza?-Assim eu não quero – Meg Ryan responde de forma objetiva.-Então é melhor deixar pra lá.Apesar daquele namoro na época estar com sérios problemas e bem próximo de acabar, neguei o convite pra cerveja e ficamos um tempo sem conversar.Alguns meses depois, ela puxou assunto e mais uma vez me chamou para bebermos algo. E eu, mais uma vez, disse que não. Porém, dessa vez não paramos de conversar.Depois de alguns meses trocando mensagens, rolou mais uma sugestão de concluir a conversa tomando uma cerveja. E como grande entusiasta da Máxima dos 3 Convites, sabia que aquele provavelmente seria seu último, segundo a sagrada lei. E foi aí que o Cramunhão, o Crocs na Escada Rolante, o Quina de Mesa exerceu sua influência sobre mim mais uma vez.
Gostei da máxima dos 3 convites.
Topei.Não me orgulho de ter aceitado sair com ela antes de resolver minha situação com a menina que eu namorava na época. Gostaria de ter feito tudo do jeito mais bonitinho possível. Sem os ruídos de outro relacionamento, mesmo estando no fim. Mas também não me arrependo.E foi assim: acabamos saindo pra tomar uma cerveja, apresentando para a família, comemorando aniversários de namoro, dividindo apartamento, adotando duas gatas e a paixão de 5 minutos no metrô hoje é um amor indo pro seu terceiro ano. Ela é uma pessoa maravilhosa e fico muito contente de estarmos comemorando mais um dia dos namorados juntos. Até porque esse ano é a vez dela de cozinhar algo especial. Ano passado fiz um Bife Wellington, mas isso já é outra história.
Bom que o Hugh Grant contou com minúcias um encontro de dois minutos e de repente deu um fast forward digno da abertura de The Big Bang Theory. Mas não dá pra negar que é um final de explodir a cabeça!
Essa é nossa história. Desculpe pelo email longo e obrigado pelo Podcast incrível. Grande Abraço.
 

I Love Trouble

 
Olá, meninos do melhor podcast de histórias! 🙂Meu nome é Carrie Bradshaw e vou contar a história do meu namoro. Fiquem à vontade para ler os nomes da história ou caso prefiram, podem trocar também hahaha.Moro em Americana, interior de São Paulo e essa história começou no famoso aplicativo Tinder, em setembro de 2017.
Ainda bem que o Gustavo não está aqui, senão teríamos que descobrir a população de Americana e dos municípios vizinhos.
Um dia eu estava bem de boa no aplicativo vendo um perfil e outro quando me deparo com um tal de Sr. Big que era uma graaaaaaça. Resolvi entrar no perfil dele e ver as outras fotos. Se já tinha gostado da primeira foto, quando vi o restante, acabei me apaixonando logo de cara. Mas na minha cabeça pensei: “Hummmm, será que vai dar match?”. Logo vi que o tal do Sr. Big tinha o instagram vinculado na conta e a primeira coisa que pensei foi: “Vou garantir um print desse instagram, porque se não rolar o match aqui a gente dá um jeito depois”.Resolvi logo dar like no menino e pra minha surpresa, na hora, aquela notificação do Tinder “It’s a Match!”. Esperei esperei esperei e esperei e nada de mensagem. Resolvi dar o primeiro passo. Sempre tive preguiça de mensagens que começavam com “Oi, tudo bem?” “Quantos anos você tem?” “Onde você mora?” e coisas do tipo.A primeira mensagem que resolvi enviar foi: “Sr. Big, onde você estava esse tempo todo?”Depois de alguns minutos, chegou uma notificação e a resposta dele foi “Estava aqui o tempo todo, só você não viu”.
Começou o Sex and the City
E a única coisa que eu pensei foi: lindo e ainda desenvolveu a conversa de um jeito legal. Conversamos um pouco ali e não demoramos muito pra passar o famoso WhatsApp.Depois de uma semana, marcamos de tomar uma cerveja. O Sr. Big morava em Limeira e sua casa ficava a 40 minutos da minha. Ele disse que passaria me buscar e podíamos ir a algum barzinho de Americana.Era uma sexta-feira e eu tinha aula na faculdade até às 20h30.Quando cheguei na aula estava entusiasmada contando para uma amiga do date, mostrando fotos do menino. Toda aquela empolgação de primeiro encontro.Cheguei na minha casa, me arrumei e fiquei esperando a minha carona. Por volta das 22h, Sr. Big mandou mensagem dizendo que estava descendo a rua da minha casa e eu logo fui espera-lo no portão. Quando entrei no carro, nos cumprimentamos e conversamos naturalmente, como se já tivéssemos nos conhecidos há anos.
Espero que ele tenha chegado numa limusine, como manda a tradição do Sr. Big
Quando combinamos de sair, pensei em ir em um barzinho da cidade que chama Blusteco. Um barzinho agradável, que toca blues, tem comidinhas boas e era um lugar com bastante gente (pra um primeiro encontro, achei mais seguro).Mas, como o próprio nome da história alerta “GPS ruim”. E o GPS sou eu mesma. Sou péeeeeeeeeeeessima com localização desde SEMPRE.Ao guiar o Sr. Big até o tal do bar, consegui errar o caminho e levá-lo para uma cafeteria que eu ia sempre. Quando cheguei em frente a cafeteria eu simplesmente não sabia onde enfiar a minha cara de tanta vergonha e pedir desculpas pela pequena confusão de lugares (na minha cabeça só conseguia pensar como eu havia conseguido me perder na minha cidade e pior: em um lugar que eu frequentava sempre) A pior parte é que a cafeteria estava fechada, não tinha nem a possibilidade de ficar e mudar o lugar do encontro. Ele todo fofo e rindo só repetia que não havia problema algum. Resolvi usar o Waze para chegar até o bar.Chegamos no bar depois desse pequeno erro de percurso (pelo menos os locais eram pertos). Naquele dia não havia muita gente e sentamos numa mesa fora do bar e ficamos bem à vontade, porque todo mundo estava na parte de mesas internas do bar. Conversamos muito, tomamos algumas cervejas e comemos. Papo vai papo vem, ele tentou me beijar e eu soltei a pior frase que poderia ter falado naquele momento “eu não beijo em bar”. O porquê eu falei isso? Bom, eu também não sei amigos. Rimos muito e continuamos a conversar. Depois de mais algumas (talvez várias) cervejas, adivinhem quem tentou beijá-lo? Exatamente, a menina que não beijava em bar.
“Eu não beijo em bar” poderia ser o título de um episódio de Sex and the City, facilmente. Melhor detalhe da história.
Pagamos a conta e fomos pro carro. Isso já era de madrugada, algo por volta das 3h.Antes de continuar a história, preciso contar mais um detalhe sobre mim. Além de me perder facilmente, eu durmo absolutamente rápido. Tenho fotos dormindo em todos os lugares possíveis: balada, show, bar, restaurante e outros.Entramos no carro e conversamos mais um pouco, quando simplesmente eu encostei no colo dele e PUF: COCHILEI.Acordei depois de alguns minutos e pensei: “Ok, hoje eu consegui estragar tudo. Que droga, ele é tão legal”. Quando acordei, ele riu e falou “Você cochilou, fiquei com dó de te acordar”. Mais uma vez eu estava lá, pedindo a segunda desculpa pro Sr. Big no nosso primeiro encontro.Depois disso, ele me levou pra casa e foi embora.Por sorte, destino ou qualquer outra coisa que podemos falar aqui, eu não estraguei tudo. Saímos por um bom tempo. Íamos a barzinhos, em rodízios, shopping, cinema, fazíamos todos os rolês possíveis.Confesso que eu já estava apaixonada, mas não sabia muito bem o que fazer com isso.Em 2018 começamos a sair mais e mais. Todos os fins de semana juntos.E foi em maio, exatamente no dia 5, que rolou o tão esperado pedido de namoro. O Sr. Big corre e todo ano em Limeira, acontece a “Corrida do Rock”. Em 2018 a corrida seria a noite e depois da corrida, haveria um show do Raimundos. Quase um mês antes ele havia feito o convite de ir vê-lo correr e depois ver o show com ele e um amigo que viria de SP para correr também. E eu aceitei.Não vá estragar tudo, Carrie BradshawBom, chegou o dia da corrida. Era um sábado e eu estava em Santa Bárbara D’Oeste,
Insira aqui a população de SBO (que é como o barbarenses chamam a cidade)
na casa de uma amiga. Já estava pronta, apenas aguardando o horário para sair. O Waze marcava aproximadamente 30 minutos da casa da minha amiga, até o shopping de Limeira, onde aconteceriam a corrida e o show.Saí da cidade mais o menos umas 17h para chegar a tempo. Mas vamos lembrar daquela parte que: Eu sou ruim de localização.Mesmo indo com o Waze, eu não sei como JURO mesmo, consegui me perder tanto, mas tanto, que o percurso que demoraria 30 minutos, demorou 1h30.Cheguei no local e o Sr. Big já tinha terminado de correr (eu fiquei bem chateada por isso e me sentindo mal) mas ainda havia o show pra assistir e estava feliz de estar com ele.Sr. Pesado, seu amigo de SP, também estava. Vimos o show, cantamos todos juntos e tomamos cerveja.Quando todo o rolê acabou, o Sr. Big foi me levar até o meu carro enquanto o Sr. Pesado ia ao outro lado estacionamento buscar o seu carro. Eu voltaria para Americana e eles iriam para a casa do Sr. Big. Como o estacionamento era grande, pedi pro Sr. Big
Sr. Big, Sr. Big, Sr. Big….
entrar no carro que eu o deixava mais perto do Sr. Pesado.Entramos no carro e ainda estávamos conversando sobre a corrida e o show. Eu agradeci e pedi desculpas (mais uma vez) pelo pequeno atraso. Disse pra ele que ele era uma pessoa muito legal e que eu gostava muito de sair com ele. Depois disso, ele olhou pra mim e falou: “Quer namorar comigo?”. Eu simplesmente não conseguia acreditar (de verdade) e fiquei uns 5 minutos questionando “Mas é sério?”  “Você tem certeza?” e ele só repetia “Claro que eu tenho certeza”.
Somente em Sex and the City um pedido de namoro poderia ser tão comemorado (mentira, vários e-mails chegaram assim)
Eu obviamente aceitei e dirigi os 40 minutos mais felizes voltando pra Americana.Essa é a minha história. Tudo bem clichê mas eu sou muito apaixonada por ele.Queria fazer surpresa e não contei que enviei esse e-mail. Ele é um leal ouvinte e tenho certeza que vai ouvir esse ep. Então só gostaria de deixar o recado que eu amo ele imensamente e ele é meu par de vaso preferido da vida.Obrigada por lerem esse e-mail e por serem uma dose de alegria semanal na minha vida.
  

Satisfaction

Olá pessoal, Inventem os nomes dessa história, por motivos de vergonha e exposição. Meu nome é Kamla Jaam faço faculdade em uma federal e foi lá que eu conheceria o outro grande personagem desta história. Era outubro de 2016 e também meu segundo ano na faculdade. Naquele mês rolaria a gincana do nosso centro, onde vários cursos disputariam pelo título e passariam o dia inteiro cantando gritos de guerra, que em geral discorriam sobre a decadência do mercado de trabalho do curso alheio.  O objetivo da gincana era integrar os cursos e aproximar as pessoas, detalhe importante para logo mais. Depois da gincana acontecia a cervejada, um open bar para revelar o curso vencedor. Em meio a vários recém “adultos” bebendo um delicioso drink composto por catuaba e fanta uva, chega Shabnam Mousi,
Sei que é óbvio, mas resolvi substituir os nomes por políticos indianos que defendem a causa LGBT.
que devo confessar já tinha notado pela faculdade e queria, né mores. Vi ele se aproximando, eu já animada com a oportunidade que teria, até que chega e me diz: “vamos fazer uma integração da minha boca com a tua”.
Boa, Shabnam Mousi!
Em uma fração de segundos pensei: 
  1. puta merda que bosta
  2. não dá pra ficar com esse cara mais, não
  3. Ah… mas eu queria
  4. Ele é boni…
 Então nos pegamos, por que meu santo é fraco e a minha dignidade tinha sido perdida em algum lugar assim que me matriculei na faculdade. Ele me sentou no freezer (daqueles que não funcionam e são na verdade uma grande caixa de gelo) e nos beijávamos ali, tendo que sair toda vez que alguém precisava de uma nova fanta uva.
A Fanta Uva ditava o ritmo da pegação
Depois disso, já tortos de catuaba, vodka e cerveja
E Fanta Uva
vagabundas fomos para a casa de uns amigos dele. Lá, transamos no sofá cama da sala, parando durante o ato para tirar curtas sonecas. Como falei, a dignidade não me pertencia nesta época, não.
Peraí? Durante o ato? Ou entre os atos?
No dia seguinte, fomos para minha casa onde transamos mais decentemente e conversamos de verdade pela primeira vez. Sempre tive muito azar com homens então minhas expectativas eram sempre muito baixas, mas ele parecia diferente. No entanto, me lembrei que não poderia ficar apegada, nem criar expectativas, porque sabia que ele estava em um relacionamento aberto e  à distância. Sim, eu tinha conseguido me enfiar nesta situação. Como a vida ensina a todos nós, querer não é poder. Então, apesar de não querer me envolver, quando notei já estava imersa todinha na merda. O Shabnam Mousi já era conhecido pelos meus amigos como o meu “rolê errado”. Já tinha virado rotina sair com ele, tínhamos conversas incríveis e ele me tratava muito bem. Nunca me envolvi, perguntei sobre o relacionamento dele, muito menos pedi ou cobrei que terminassem.  Afinal, não queria ser a destruidora de lares. Era claro, no entanto, que tinha algo a mais entre a gente. O tempo passou, nos víamos às vezes e o sentimento por ele continuava. Vieram as férias da faculdade, ele iria visitar a namorada e eu ia viajar também. Passamos três meses sem se ver e sem se falar. Pouco tempo depois das aulas voltarem, ele me contou que tinha terminado com a namorada. Que eles não tinham mais perspectiva de ficar juntos e que passaram a brigar muito depois que começaram a morar em países diferentes. Passamos um bom tempo ainda só ficando até que finalmente começamos a namorar *aleluia plays in the background* e aí chegamos no final desta história. Resolvi planejar um encontro de verdade, daqueles com direito a passeio no local mais bonito da cidade e um jantar em algum lugar que os dois gostavam, para comemorar a primeira vez que saímos juntos como namorados. Assim fizemos. Passeamos e sentamos ao ar livre, entramos em lojinhas e andamos de mão dadas. Encerramos o date em um restaurante daqueles com open refri, sabem? Nos esbaldamos e caminhamos para casa.
Olha a Fanta Uva aí de novo
No meio do caminho, senti uma vontade de fazer xixi. Falei “Shabnam Mousi, vamos mais rápido que preciso ir no banheiro”. Ok, sem drama, pensei. A vontade, e o desespero, no entanto, foram crescendo a cada passo. Falei “Shabnam Mousi, mais rápido”. Ele, achando que eu estava zoando, foi tirando sarro da situação. Pensei em parar em um mercado no caminho, mas não queria usar o banheiro sujo.
Já disse antes. Essa é a grande lição de qualquer história de aperto. Se deu vontade e há uma possibilidade de aliviar, faça. Apenas façam, amiguinhos.
Passamos ele e então não ter mais volta. Quando chegamos no lobby do prédio, enquanto Shabnam Mousi ainda me fazia rir, disse ” Shabnam Mousi, por favor, para de me fazer rir”. Ao que ele respondeu “Quando meu vô morreu, eu não chorei” em uma tentativa de me fazer parar de rir. No entanto Shabnam Mousi teria provocado o efeito contrário. Não conseguia mais parar de rir. Chegamos no elevador. Graças a Deus, pensei, só mais um pouquinho para chegar. Doce ilusão. Entre o segundo e o terceiro andar, começou. Todos os 4 copos de refrigerante saiam de mim, ali, no elevador, no meu primeiro encontro. Em uma mistura de desespero, vergonha e um sentimento de “puta merda, por que a minha vida é assim”
Bela frase
um verdadeiro rio de xixi se formava aos meus pés. O elevador chegou ao meu andar e Shabnam Mousi rindo até morrer saiu correndo para buscar um pano. Eu fiquei lá, imóvel, segurando o elevador e rezando para que nenhum vizinho chegasse. Meu recém namorado, depois de todo o sofrimento da nossa trajetória, rindo e limpando meu xixi do chão do elevador, enquanto eu mal conseguia me mexer.
Até que o Shabnam Mousi foi fofo
Depois de limpar o elevador, entramos em casa. Eu um pouco menos chocada e já capaz de rir de mim mesma e ele que ainda não havia parado de rir. Tirei minha roupas encharcadas de mijo, entrei no banho com ele e me lembro de olhar pra cima nos olhinhos dele, rir, pedir desculpa e ter certeza naquele momento, por algum motivo, que ele era o homem da minha vida. Continuamos juntos até hoje, firmes e fortes, e com a certeza que não há nada tão humilhante que não vamos conseguir superar.
Ah, que fofo!
É isso, pessoal! Espero que não tenha ficado longo demais para ler no podcast. Se sim, espero que tenha divertido os leitores, pelo menos. Se tiverem algum episódio sobre acidentes de banheiro já me mijei sem querer em uma ponte pêncil, no elevador da casa do meu avô e em uma aula de sapateado também, É um problema recorrente na minha vida.
Que bom que a Kamla Jaam leva isso numa boa! Manda as histórias pra gente Kamla!
 

Ready to wear

 Olá Guga, Rafael, Caio e possível convidado. Meu nome é Cookie Monster, mas peço que troque o meu nome e o nome dos participantes desta história. A história que venho relatar tem início em janeiro de 2013, mês em que o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza, é condenado a prisão pela morte de sua ex-namorada, e o mês em que foi aprovada a Emenda Constitucional nº 72, que prevê novos direitos para as empregadas domésticas no Brasil. Além disso, neste mês eu completei 19 anos, comecei o curso de engenharia mecânica e encontrei o amor da minha vida. Minha história amorosa até então era mais curta que aquele tão aguardado fim de semana. Sem nenhuma experiência anterior, uma querida amiga minha me apresentou a sua prima, a Grundgetta, na tentativa de nos unir amorosamente. Esta morava em outra cidade, a cerca de duzentos quilômetros de distância, onde terminava a faculdade e fazia estágio. Mesmo com todo o meu nervosismo na época, foi um completo sucesso. Gostamos muito um do outro, e em alguns meses começamos a namorar. Nos primeiros encontros, nossas opções para ter nossa intimidade não eram muitas. Ambos não tinham dinheiro na época para desfrutarmos de motéis, e a opção era utilizar o carro de minha mãe para alguns amassos, mas não ia além disso, afinal, o carro ficava estacionado na rua e não havia privacidade suficiente para nada além. Grundgetta vinha a minha cidade com alguma frequência, geralmente a cada duas ou três semanas nos fins de semana, afinal era sua cidade natal e onde estava sua família. Portanto, nestes fins de semana, sua casa era composta por seu pai, sua mãe e seu irmão e suas três simpáticas cachorras. Era apenas questão de tempo para que me convidasse a ir a sua casa conhecer sua família, e assim se sucedeu. Fui muito bem recebido em sua casa por todos, mas neste momento destaco sua mãe, muito simpática e boa de conversa, seus traços e forma de falar deixavam evidente sua descendência italiana. Após algumas visitas, já havia intimidade o suficiente para surgir a oportunidade de dormir na casa. Estávamos empolgados, afinal, nossa intimidade que até então se estava limitada ao banco de trás de um carro em uma rua pouco movimentada, agora poderia ser explorada de forma adequada, como deveria ser. Uma cama, finalmente. Logo nessa primeira oportunidade, fomos mais cedo para seu quarto, para assistir alguma série. Obviamente, não assistimos série nenhuma, e as atividades começaram mais cedo que o previsto. Estávamos ansiosos, e a coisa começou muito de repente. De forma muito rápida, ela já estava sem nenhuma roupa, e eu já estava prestes a me desfazer da minha. E foi nesse momento, neste exato momento, que ele, o barata voa, o ralinho chinês, o reunião rapidinha, decidiu se manifestar. E se manifestou com a seguinte onomatopéia: “toc, toc, toc”.
Ah, as três batidas!
Alguém batia à porta. O pânico me tomou por completo. Qual seria o protocolo correto para essa situação? Não responder nada? Se esconder debaixo das cobertas? Pular a janela e fugir? Nesse breve momento de hesitação, enquanto procurava os olhos de minha companheira em busca de socorro, já estava resoluta. Levantou-se, nua, e dirigiu-se até a porta. E então, contrariando tudo em que eu acreditava durante toda a vida, abriu a porta. Sim, nobres companheiros, ela abriu a porta, em um vão bastante considerável, colocou seu corpo atrás da porta, exibindo apenas a cabeça para sua mãe,
Caraca!
que estava ali, postada e sorridente, e então anunciou:Vocês querem pêra?
Hahahahahaha
Ela segurava um prato nas mãos com a fruta cortada em pedaços. Neste momento, eu estava sentado na cama, estupefato com a cena de minha sogra, sorridente e com o prato de pêra em mãos, e minha namorada nua no mesmo quadro de visão. Meu globo ocular devia estar visivelmente se movendo, alternando entre o rosto de minha sogra, e o bumbum de minha namorada. Rosto, bumbum. Rosto, bumbum. Tudo que eu pude responder foi:
Não, obrigado.
Permanecia sentado na cama, ainda com a barraca armada, mas já desarmando perando a situação absurda. As duas ainda trocaram algumas frases, mas eu já não era capaz de prestar atenção ou discernir o significado das palavras que trocavam. Concluíram e Grundgetta pôde fechar a porta. Tudo parecia bem. Ela realmente não teria percebido o que ocorrera? Como seria isso possível? Pelo visto, a naturalidade com que Grundgetta havia conduzido a situação havia sido acima de qualquer suspeita. A solução mais improvável pareceu ter sido efetiva. Após me recuperar do choque, demos muita risada do ocorrido, e mais tarde, ainda rolou, e foi ótimo.No dia seguinte, almoço de domingo com a família. Ninguém comentou nada com relação ao ocorrido. Até hoje temos dúvidas se ela percebeu algo, mas preferimos pensar que não. Eu e Grundgetta adoramos o Gugacast, continuem com o excelente trabalho. Até a próxima!
Eu acho que a pera foi uma desculpa pra bater na porta, a forma como a Grundgetta abriu só confirmou o que ela estava pensando e ela apenas se arrependeu de ter feito isso e bateu em retirada, lamentando o inevitável. Mas se todos mantiveram um acordo silencioso, acho que está ótimo!
  

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No Gugacast contamos histórias épicas da vida das pessoas. O programa é apresentado por Guga Mafra, com seu irmão, Rafael Mafra, e o editor e produtor do programa Caio Corraini.

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