Power Metal Mornings — 27/01/2017

Power Metal Mornings

Eu sou praticamente um zumbi de manhã. Acordar cedo é algo que eu odeio fazer. Mas já faz alguns meses que isso faz parte da minha rotina.

Pra entrar no clima do dia que eu tenho que enfrentar pela frente, criei algumas playlists só com músicas rápidas e animadas.

A que eu mais gosto é essa aqui, Power Metal Mornings. Power Metal, ou heavy metal melódico, é um excelente estilo para isso. tem diversas músicas que falam de vitórias, batalhas, espírito de luta e jornadas.

Eu juntei aqui alguns fatos legais sobre essa playlist.

Não fosse pela presença da banda Brasileira Angra, a lista seria toda Européia: são sete bandas Alemãs, seis Finlandesas, duas Italianas,  e uma Inglesa. O cantor brasileiro André Matos (da primeira formação do Angra) também aparece no supergrupo finlandês Symfonia.

Aliás, a lista tem 3 supergrupos (projetos gravados por músicos de outras bandas conhecidas): Cain’s Offering, Symfonia e Avantasia.

Três músicas são sobre o coração de alguma criatura: Eagleheart do Stratovarius, Demonheart do Luca Turilli e Lionheart do Blind Guardian. Tem ainda um Eagle Fly Free.

Sete músicas são sobre forças da natureza: Through the Fire and Flames, Ride with the Sun, Reach Out for the Light, Holy Thunderforce, Riding the Storm, Will the Sun Rise? e Fury of the Storm.

Eu acho que Power e Carry On são duas das melhores músicas motivacionais já feitas na face da terra. Ouça-as antes de reuniões difíceis 🙂

Aqui está o link lá do Spotify:

 

 

 

 

 

 

 

A Fita Suprema de Lentas — 26/01/2017

A Fita Suprema de Lentas

Faz um ano eu postei esse texto aqui no facebook e achei que fazia sentido trazê-lo aqui para o blog de playlists:

No final dos anos 80 minha irmã ganhou do namorado dela uma fita cassette com uma coletânea de “músicas lentas“.

Lentas” era uma expressão usada nos anos 80 para definir músicas com um beat menor, que dá pra dançar na festinha. Tinha também “rápidas” e até “balanços”.

Minha irmã terminou com o cara, desencanou da fita e ela acabou no meio das minhas coisas anos depois. Virou minha coletânea preferida de fossa, de lamentação, sofrimento, dor de cotovelo, depressão e vontade de ficar sozinho. Eu a reservava para esses momentos especiais e a chamava de “Fita Suprema de Lentas“.

Fitas não são muito resistentes. Ela quebrou e eu a salvei duas vezes, a primeira remendando a fita no carretel e a segunda trocando ela completamente de cartucho. Nessa segunda vez ela perdeu a identidade visual dela (que era mais ou menos essa da foto abaixo) e provavelmente por isso eu a acabei perdendo.

Esses dias lembrei do assunto e num esforço tremendo de memória e algumas horas no Spotify, consegui resgatar algumas músicas. Obviamente eu não consegui lembrar de tudo então fiz uma playlist em homenagem a ela.

Sacaram? Não é a Fita Suprema de Lentas. É um Tributo a Fita Supremade Lentas. Algumas músicas aí estavam na fita, outras nem existiam quando ela foi produzida, mas acho que de um modo geral consegui manter o climão que a fita tinha (que na verdade era meio bregão – romântico).

Eu chamei de “A Slow Supreme” (eu sei que não faz sentido, mas é legal). Aí está o link e a lista das músicas pra vcs 🙂

 

 

2 músicas por álbum – Engenheiros do Hawaii — 20/01/2017

2 músicas por álbum – Engenheiros do Hawaii

“Duas músicas por álbum” foi um jeito que eu criei para apresentar discografias das bandas que eu gosto para pessoas que eu gosto. Embora nem de longe duas músicas representem toda uma fase de um artista, quando você coloca toda a coleção, de duas em duas, dá pra ter uma boa idéia da história toda que aquele artista percorreu.

É bem divertido de fazer, embora as vezes seja um pouco doloroso conseguir só duas amostras de um álbum muito bom, ou extrair as duas melhorzinhas de um álbum muito ruim. Mas é isso que torna essas playlists legais quando você está revisitando a obra de um artista que você já conhece.

Agora falando sobre os Engenheiros: quando eu era um jovem adolescente e comecei a gostar de rock, gostar de Engenheiros, Legião, Capital Inicial, Titãs, era normal. É normal também que com o tempo as coisas fiquem datadas e a gente faça piada disso. Mas o que eu acho meio anormal é que essas piadas acabem se transformando em crítica corrente. Uma coisa é achar algo engraçado ou pitoresco em uma música da Legião como a dúbia frase “aquele gosto amargo do seu corpo ficou na minha boca por mais tempo”. Outra coisa é você começar a achar que a música ou toda a obra da banda é ruim por causa disso. Acho que a internet e seu binarismo extremo “tudo é terrível ou tudo é maravilhoso” acabou causando essa confusão.

Acho que isso é uma coisa cultural nossa. No exterior se faz muita piada sobre os anos 80, mas ninguém questiona o talento de artistas importantes (e já meio datados) da época como Hall & Oates, Billy Joel, Huey Lewis, Cindy Lauper, etc.

E isso acontece muito com os Engenheiros do Hawaii. Uma banda excelente (embora ela tenha deixado de ser uma banda com o tempo, só preservando o nome), que acabou ficando mais conhecida pela caricatura que se faz dela.

Humberto Gessinger tem um talento inigualável: fazer música, métrica, poesia, rima, verso, melodia, usando a língua portuguesa é jogar no hard. Já reparou como em inglês as palavras são quase sempre proparoxítonas ou tem uma ou duas sílabas? O som é vocálico. Por isso que dá pra rimar “road” com “know” e fica ótimo. No pt-br as palavras são silábicas, polissilábicas, consonantais, duras. Tudo tem som e nada rima. E o cara fez uns 20 discos já, sem fórmulas, sem ficar repetindo, usando todas as ferramentas que a língua dá, aliterações, duplos sentidos, etc. Ninguém da geração dele era tão bom nisso. Embora em alguns momentos seja mesmo caricato.

Passando pela discografia, é legal perceber o regionalismo claro da banda, no sotaque e na sonoridade, sendo substituído aos poucos por uma linguagem mais mainstream e menos inocente. Compara “Toda Forma de Poder” e “Segurança” com “Terra de Gigantes” (ainda do segundo disco, quase só de hits). Parece uma banda já 10 anos mais velha.

Eu acabei trapaceando um pouco e colocando “Longe Demais das Capitais” e “Nove Zero Cinco Um”, do primeiro disco, como escolhas de alguns álbuns Ao Vivo (a banda abusou um pouquinho desse recurso pra cumprir contratos). Essas duas músicas são claramente regionais e inocentes. A segunda chega a ter um solo de guitarra que imita a musiquinha da chamada a cobrar.

A música que eu mais gosto é “Ando Só”, na versão semi-acústica do álbum “Filmes de Guerra, Canções de Amor” (mais um ao vivo). O projeto na época parecia meio pretensioso, mas olhando agora deu pra ver que eles de fato conseguiram dar uma abordagem própria para toda a moda dos discos acústicos.

“A Montanha” é minha segunda favorita da lista. É claramente a mais pop e mais bem produzida de todas. Acho que é um exemplo de uma banda achando um equilíbrio entre todas as suas características e colocando numa canção pop de sucesso, já tão longe na carreira.

Eu mantive só as músicas da discografia “oficial” da “banda”, porque a partir de um certo momento fica meio confuso o que é a banda, o que é a carreira solo e o que é simplesmente o registro de shows do cara. Tem coisa bem boa no álbum “Humberto Gessinger Trio”, mas achei que fazia sentido deixar de fora.

Eu acho engraçadas as piadas com a banda e normalmente vou na onda. Mas, sério, ouça essa playlist de coração aberto. Curta os exageros vocais e baixísticos do cara. Perceba o sempre ótimo trabalho de guitarra dos guitarristas da banda. E perceba como os anos 80 e 90 refletiram de um jeito tão peculiar nessa banda e nessas bandas 🙂

(Anotação para o futuro: copiar os quatro parágrafos desse texto quando for fazer a playlist do Oswaldo Montenegro)

 

Awesome Christmas — 23/12/2016

Awesome Christmas

Eu sou um fã do natal. Mesmo não tendo nenhuma conexão religiosa com a data, eu gosto da comida, do clima, da festa, dos presentes, da decoração, dos filmes e das músicas.

Mas o problema é que as músicas de natal são uma ótima fonte de grana para QUALQUER banda ou artista que quer ter uma espécie de décimo terceiro salário em direitos autorais. Por isso tem muita coisa repetida e muita coisa ruim.

Eu juntei as versões mais divertidas do Rock e do Pop aqui nessa lista. Me segue lá!

Blog de Playlists — 22/12/2016
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